Ordem da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Art. 12º
Da Condecoração.


1) A Confraria dos Gastrónomos do Algarve, mantendo vivas as mais nobres tradições, cria a Ordem Honorífica de Santa Maria de Ossónoba, a cujas condecorações assegurará o maior prestígio e dignidade.
a) - As Condecorações destinam-se a distinguir, em vida ou a título póstumo, os Confrades ou Cidadãos que se notabilizarem por méritos pessoais, por feitos cívicos ou por serviços
prestados à Nação;
b) - Poderão também as condecorações da ordem honorífica ser atribuídas a estrangeiros, de harmonia com os usos internacionais.

2) As Condecorações da Ordem de Santa Maria de Ossónoba, são as seguintes:
a) Grã-Cruz;
b) Grande Oficial;
c) Cavaleiro ou Dama;
d) Medalha

3) A Ordem de Santa Maria de Ossónoba destina-se a galardoar:
a) Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no exercício de funções em cargos superiores ou no mérito gastronómico, literário, científico e artístico, em particular, e que mereçam ser especialmente distinguidos;
b) Serviços prestados na expansão da cultura portuguesa ou do conhecimento da gastronomia portuguesa, sua história e seus valores;
c) Actos excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade, serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, ou que revelem altruísmo e abnegação em favor da colectividade;
d) Altos serviços prestados à causa da Confraria, da gastronomia, da educação ou do ensino.


Condecorações

Grã-Cruz da Ordem de Santa Maria de Ossónoba
António Silva (Chefe Silva)

Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Nascido em Caldelas, Amares em 1934, iniciou-se na profissão em 1952, tendo trabalhado em diversos Restaurantes e Hotéis de Portugal e Estrangeiro.
Foi, sempre, conhecido por Chefe Silva.
Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve e Membro Honorário de várias Confrarias Gastronómicas de Portugal.
Condecorado com a Grã-cruz da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos serviços prestados na expansão do conhecimento da gastronomia portuguesa, sua história e seus valores.

A Grã-Cruz é concedida pelos Altos serviços prestados à causa da gastronomia e, como tal, ao país.
Nobilíssimo exemplo que este Confrade soube dar em todos os actos, conquistando a estima e veneração de todos que com ele lidaram, merecendo múltiplas referências elogiosas no mundo gastronómico.



Grã-Cruz da Ordem de Santa Maria de Ossónoba
Confrade Grão-Mestre José Manuel Alves


Nascido em Lisboa, tendo ido para Angola com um ano de idade. Regressou a Portugal após o 25 de Abril.

É um amante de Portimão e do Algarve, onde reside desde 1976.
Membro de várias Confrarias portuguesas, italianas e espanholas, é também Confrade de Mérito da Confraria da Gastronomia Macaense, Macau, China. Membro do Conselho Magistral e Vice-presidente do CEUCO-Conselho Europeu de Confrarias por Portugal desde 2009, e Grão-Mestre e Presidente do Conselho Geral da Confraria dos Gastrónomos do Algarve desde 2005.

A Grã-Cruz é concedida pelo empenho, dedicação e esforço permanente em prol da defesa da gastronomia regional e nacional como património cultural imaterial, promovendo os saberes e sabores da cozinha tradicional portuguesa, a qualidade, certificação e expansão dos produtos alimentares que lhe servem de base, através do envolvimento pessoal, profissional e associativo.
Pelo papel pessoal desempenhado na fundação, crescimento e desenvolvimento das actividades da Confraria dos Gastrónomos do Algarve, cuja acção e reconhecimento ultrapassou as fronteiras nacionais e continentais, tendo-se, em pouco anos, afirmado como uma confraria de referência europeia e internacional, pelo que se torna um imperativo moral, a atribuição da mais alta condecoração da Ordem de Santa Maria de Ossónoba, a Grã-Cruz.




Grã-Cruz da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Carlos Martin Cosme
Presidente do CEUCO e Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve
Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

É um amante de Portimão e do Algarve, onde reside desde 1976.
Membro de várias Confrarias espanholas, portuguesas, italianas, belgas, francesas, é também Confrade de Mérito da Confraria da Gastronomia Macaense, Macau, China. Presidente do Conselho Magistral e Presidente do CEUCO-Conselho Europeu de Confrarias Enogastronómicas, e Presidente do Circulo Enófilos de Utiel-Requena.

A Grã-Cruz é concedida pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa da gastronomia europeia como património cultural imaterial. Em reconhecimento dos seus esforços para fortalecer os laços de amizade e cooperação entre Espanha e Portugal.
A sua amizade pela nossa Confraria, pelo Algarve e por Portugal, é reconhecida por todos associados em geral, pelo que se torna um imperativo moral, da Chancelaria da Ordem, dos Órgãos Sociais e dos associados em geral da nossa Confraria, a que também pertence, a atribuição da mais alta condecoração da Ordem de Santa Maria de Ossónoba, a Grã-Cruz.




Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba


Confreira Cidália Moreira

Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Nasceu em Olhão, no Algarve em 1944.
Em 1973 vai para Lisboa e a sua estreia no Fado profissional é na Viela, na Rua das Taipas.
Cidália tem uma forma de cantar, com garra e estilo envolvente, dando muitas vezes nos seus gestos uma coreografia aciganada, que aliada à sua bonita figura, muito morena e com um cabelo negro muito comprido, levou a que a apelidassem muitas vezes de “A Cigana do Fado”.

Condecorada como Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito artístico, serviços prestados na expansão da cultura portuguesa e pelos Altos serviços prestados à causa da Confraria.

Grande exemplo de dedicação à Confraria, granjeando a amizade e o respeito de todos.



Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Confrade Fernando Manuel Martins
Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Nascido em Messines em 1959, Economista, Confrade e Presidente do Conselho Fiscal da Confraria dos Gastrónomos do Algarve do primeiro mandato.

Condecorado como Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pela forma como desempenhou as funções de Presidente do Conselho Fiscal da Confraria dos Gastrónomos do Algarve.

Distintíssimo Confrade, de inultrapassáveis qualidades de carácter que lhe dão pleno direito a ser considerado um dos melhores Confrades e dificilmente igualado.

O Grau de Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba é concedido pelos Altos serviços prestados à causa da Confraria.
Grande exemplo de espírito Confrádico, conquistando a estima e veneração de todos que com ele lidaram.



Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Confrade Pedro Piñeiro Lago
Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Nascido na Galiza, Confrade e Presidente do Capítulo da Confraria do Serenissimo Albariño.

Condecorado como Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pela forma como divulga a Confraria dos Gastrónomos do Algarve no seu país.
 

O Grau de Grande Oficial da Ordem de Santa Maria de Ossónoba é concedido pelos Altos serviços prestados à causa da Confraria.

Grande exemplo de dedicação, conquistando a estima e veneração de todos que com ele lidam.



Dama de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Sónia Margarida Lebreiro Araújo

Nasceu no Porto em 1970-11-24, é apresentadora de televisão na RTP1 no programa "Praça da Alegria".

Sónia licenciou-se em Direito pela Universidade Lusíada do Porto, foi aluna na Escola de Ballet Parnaso entre 1982-85 e frequentou a Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku em 1986.

No dia 1 de Setembro de 2007, representou Portugal em Londres, juntamente com Ricardo Silva, no primeiro Festival Eurovisão da Dança, tendo alcançado o 5.º lugar (74 pontos).

Em 1995 foi convidada pelo actor Fernandes Mendes a participar na revista Toma Lá Disto.

Em 1996 Participação no espectáculo de Luís de Matos, “Luís de Matos Especial”, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.

Condecorada como DAMA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito televisivo, serviços prestados na expansão da cultura portuguesa e pelos serviços prestados à causa da Confraria.



2011 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

A Casa da Isabel - Salão de Chá - Portimão
Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito da doçaria conventual do Algarve, pelos altos serviços prestados à causa da Confraria.
 




2011 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Quinta dos Avós - Algoz
Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve
PREMIO AURUM - Europa – Excellence – Enogastronomic - Traditional European artisan Food 2007

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito da doçaria regional do Algarve, pelos altos serviços prestados à causa da Confraria.




2013 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba


Maria Filipa Côrte-Real Vacondeus
Confrade de Mérito da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito da culinária portuguesa, pelos altos serviços prestados na expansão da gastronomia nacional.

 




2015 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba


Fernando Neves
Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorado com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito de design, pelos altos serviços prestados à Confraria dos Gastrónomos do Algarve.




2015 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba


João Gomes
Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorado com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos como grande costureiro, os nossos trajes são exemplo disso, bem como tem desempenhado as funções de Grande Conselheiro da Região Norte da nossa Confraria, considerando Altos serviços prestados à causa da Confraria.



2015 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Maria Luisa Llavono

Presidente da Cofradia Doña Grantodo - Oviedo (Espanha), Embaixadora do CEUCO e
Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito da fraternidade e amizade demonstrada, pelos altos serviços prestados na expansão do movimento confrádico.




2015 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Noélia Jerónimo (Restaurante NOÉLIA, Tavira)

Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve
PREMIO AURUM - Europa – Excellence – Enogastronomic - European Restaurant 2014

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes na defesa do património gastronómico do Algarve. Verdadeira alquimista, com anos de trabalho, dedicação, esforço, com o intuito de transformar, evoluir, inovar, construir conceitos, para proporcionar verdadeiros momentos de prazer gastronómicos.
O seu amor e dedicação à gastronomia algarvia torna-a uma referência de Tavira e do Algarve.



2015 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Rosi Velasco
Presidente da Cofradia dos Amigos del Olivo de Baena (Espanha), Vice-Presidente do CEUCO-Espanha e
Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no mérito da fraternidade e amizade demonstrada, pelos altos serviços prestados na expansão do movimento confrádico.




2017 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Armanda Teixeira

Confreira da Confraria do Pão, da Regueifa e dos Biscoitos de Valongo

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa do património cultural, histórico e gastronómico de Portugal. O seu amor ao mundo Confrádico torna-a uma referência incontornável na vida deste movimento.
As suas qualidades têm contribuído para o estreitamento de laços de fraternidade e amizade com a Confraria dos Gastrónomos do Algarve.



 

2017 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Bernardino Martins Alves

Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve
PREMIO AURUM - Europa – Excellence – Enogastronomic - European Restaurant 2013

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa do património enogastronómico algarvio, estreitando laços de amizade e fraternidade entre todos os Confrades desta Ordem.




2017 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Fátima Antão

Confreira da Confraria Gastronómica de Lamego
Vogal da Direcção do CEUCO-Portugal

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa do património gastronómico português e pelo grande exemplo de espírito confrádico, estreitando laços de amizade e fraternidade entre todos os Confrades.
A fraternidade entre as nossas Confrarias é uma verdadeira Irmandade, beneficiando da riqueza dos valores comuns a ambas as partes.




2017 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

José Maria Manteca

Confrade de Honra da Confraria dos Gastrónomos do Algarve

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa do património cultural, histórico e gastronómico de Castilla y Lyon e da Europa. O seu amor ao mundo Confrádico torna-o uma referência incontornável na vida deste movimento.
As suas qualidades têm contribuído para o estreitamento de laços de fraternidade e amizade com a Confraria dos Gastrónomos do Algarve.




2017 - Medalha de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba

Manuel Janeiro

Confrade da Confraria dos Gastrónomos do Algarve
PREMIO AURUM - Europa – Excellence – Enogastronomic - European Restaurant 2012

Condecorada com o grau MEDALHA de Honra da Ordem de Santa Maria de Ossónoba pelos Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados na defesa do património enogastronómico algarvio, estreitando laços de amizade e fraternidade entre todos os Confrades.


Prémios Ordem de Santa Maria de Ossónoba

 Categoria

I GALA - 2009

II GALA - 2011

III GALA - 2013

 

 

 

 

Cozinheira Tradicional do Algarve

Mª. Jesus Sousa Silva Dias

Natália Gonçalves

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Chefe Cozinha Região do Algarve

José António Vaz Domingos

Chefe Rogélio Cabrita Jorge

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Chefe de Cozinha Nacional

Leonel Pereira

Chefe Fernando Fonseca

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Produto Agro-Alimentar do Algarve

Tavira Sal – Rui Simeão

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Confraria Leitão da Bairrada

Restaurante do Algarve

O Capelo, Sta. Luzia, Tavira

A Charrete

Noélia & Jerónimo, Cabanas

Restaurante Nacional

Tromba Rja Marrazes

Villa Joya

Restaurante Canal Caveira

Vinho do Algarve

Garrafeira Veneza, Paderne

Quinta dos Vales, Estombar

Vinhos Cabrita

Vinho Empresa Nacional

Casa Ferreirinha

José Maria da Fonseca - Azeitão

Vinho de Carcavelos

Carreira

Henrique Leandro

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Acolhimento Gastronómico

Casino de Vilamoura

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Confraternias

Cofradia del Cava

Conf. Da Gastronomia Macaense

Círculo Enófilos Utiel-Requena

Dedicação à Gastronomia

Francisco José Sampaio

José Leite Gomes

Filipa Vacondeus

Literatura Gastronómica

António Silva (Chefe Silva)

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--

Personalidade Gastronómica

Vítor José Cabria Neto

José Oneto, Ass. Jornalistas

Armando Alvarez Palacio

Grande Empreendorismo

V Capítulo CGA em Lagoa

VI Grande Capítulo CGA-Tavira

Companhia Pescarias do Algarve

Inter Pares Confrarias

Conf. Gastronómica do Alentejo

Conf. Gastronomia Almeirim

Cofradia Amigos del Olivo

Mundo Gastronómico

Carlos Martin Cosme

RTP – Praça da Alegria

--

Prémio Laurus Nobilis

António Pina

Manuel António da Luz

--

Prémio Cultura

--

Museu de Portimão

--

Prémio Doçaria do Algarve

--

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Quinta dos Avós, Algoz

Grande festa Tradicional Europeia

--

--

Confraria do Sereníssimo Albariño


Prémios Ordem de Santa Maria de Ossónoba

 Categoria

IV GALA - 2015

V GALA - 2017

VI GALA - 2019

 

 

 

 

Cozinheiro(a) Tradicional do Algarve

Restaurante "O Constantino" - Sta. Catarina Fonte do Bispo - Tavira

Restaurante "O Pedro", Cabanas, Tavira

 

Chefe Cozinha Região do Algarve

Chefe Rui Silvestre (Bon Bon)

Chefe Henrique Leis (Henrique Leis)

 

Chefe de Cozinha Nacional

Chefe António Nobre (Évora)

Chefe Miguel Paulino

 

Produto Agro-Alimentar do Algarve

Sal Marim - Castro Marim

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Restaurante do Algarve

Restaurante Infante Panorâmico - Castro Marim

Restaurante Ramires, Guia, Albufeira

 

Restaurante Nacional

Restaurante Museu da Cerveja - Lisboa

Restaurante "Rei dos Leitões" - Mealhada

 

Vinho do Algarve

Vinhos João Clara

Vinho Malaca

 

Vinho Empresa Nacional

CARMIM - Reguengos de Monsaraz

--------------------------

 

Enólogo Nacional

Paulo Laureano

Tiago Alves de Sousa

 

Carreira

-------------------

Justa Nobre

 

Acolhimento Gastronómico

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Pestana Alvor Praia

 

Confraternias

Confraria Enófilos do Alentejo

Confraria do Arinto de Bucelas

 

Dedicação à Gastronomia

Carlos Capote

-------------------------------

 

Literatura Gastronómica

------------------

-------------------------------

 

Personalidade Eno-Gastronómica

Hermínio Rebelo

Paulo Amado

 

Grande Empreendorismo

Apolónia Supermercados - Algarve

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Inter Pares Confrarias

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Mundo Gastronómico

Chefs Agency - Lisboa

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Prémio Laurus Nobilis/ Vinil Consta

Reguengos de Monsaraz / Cidade Europeia do Vinho 2015

AHRESP

 

Prémio Cultura

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Prémio Doçaria

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Confeitaria S. Julião, Palmela

 

Grande festa Tradicional Europeia

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“Esta é dum miragre que mostrou/ Santa Maria en Faaron”

Afonso X de Castela, o sábio (1221 – 1284), foi o primeiro monarca cristão a intitular-se Rei dos Algarves.
Deixou, nos últimos vinte anos da sua vida, mais de quatrocentas músicas (quatrocentas e trinta, para ser mais preciso), reunidas sob o título genérico de “Cantigas de Santa Maria” – a região medieval entre Faro e Olhão.
Cada uma dessas cantigas diz respeito a um milagre, com a respectiva música derivada ao mesmo tempo de música sacra e profana.
Não sendo um registo de língua oral corrente, porque se concentra sobretudo na escrita, não se confunde, por isso mesmo, com o galaico-português.
Mesmo assim, a oralidade está presente nos diálogos, tão naturais “que quase nos fazem ouvir as vozes dos interlocutores.” (Ângela Vaz Leão)
Numa dessas cantigas, a 183.ª, Afonso X descreve o chamado milagre de Faro, que teria ocorrido durante o reinado de Aben-Afan, último monarca mouro.
Dizia a lenda que todos os peixes desapareceram no momento em que a imagem de Nossa Senhora foi atirada ao mar pelos muçulmanos.
Essa imagem “velida (bonita), formosa e bem talhada”, no dizer do trovador João Requeixo, contemporâneo de D. Dinis, encontrava-se num nicho de muralhas da cidade.
Como os peixes voltaram logo que a imagem foi retirada do mar, aquele povo decidiu pedir-lhe que protegesse a ria e a sua pescaria, homenageando assim um verdadeiro milagre de Santa Maria.
Afonso X, graças à iluminura que a acompanha, retrata Faro como era no século X – as casas, os telhados, as ameias ou os trabalhos da pesca.


Pesar a Santa Maria

“Esta é dum miragre que mostrou Santa Maria en Faaron quando era de mouros”

Pesar à Santa Maria de quen por desonrra faz
dela mal a ssa omagen, e caomia-llo assaz.

Desto direi un miragre que feso en faaron
a Virgem Santa Maria en tempo d’ Aben Mafon,
que o reino do Algarve ti’ aquela sazon
a guisa d’ om’ esforçado, quer en guerra, quer en paz.
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…

En aquel castel’ avia omagen, com’ apres’ ei
da Virgen mui groriosa, feita como vos direi
de pedra bem fegurada, e, com’ eu de cert’ achei,
na riba do mar estava escontra ele de faz.
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…

Bem do tempo dos crischãos e sabian y estar,
e porende os cativos a yan sempr’ a orar,
e Santa Maria’ a vila de Faaron nomar
por aquesta razon foron. Mas o poboo malvaz
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…

Dos mouros que y avia ouveron gran pesar en,
e eno mar a deitaron sannudos com gran desden;
mas gran miragre sobr’ esto mostrou a Virgen que ten
o mund’ en seu mandamento, a que soberva despraz.
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…

Ca fez que niun pescado nunca poderon prender
enquant’ aquela omagen no mar leixaron jazer.
Os mouros, pois viron esto, fórona dali erger
e posérona no muro ontr’ as amas em az.
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…

Des i tan muito pescado ouveron des enton y,
que nunca tant’ y ouveram, per com’ a mouros oy
dizer e aos crischãos que o contaron a mi;
poren loemos a Virgen en que tanto de bem jaz.
Pesar á Santa Maria de quen por desonrra faz…”


Cantiga CLXXXIII, de Afonso X, O Sábio.


Iluminura das Cantigas de Afonso X, O Sábio, 1280,
da Biblioteca do Escorial, Madrid,
referente a Santa Maria de Ossónoba.

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